Casa do Maker

A Casa do Maker é um blog composto por artigos, crônicas e literatura cômica. "Aqui tudo é muito divertido." Ou não.

Autor

Eduardo Ribeiro posta de Itaquaquecetuba - SP em meio aos devaneios do ócio ao som de músicas folclóricas e muito café com leite.
Perfil no: Twitter, no Facebook, no Formspring e no Orkut.

Confira as "historinhas":
  • Dulcetéia
  • Uma baiana foge de sua terra natal para encontrar seu amante virtual em São Paulo.
  • A Banda Godofredo
  • Maica Peta é um delinqüente juvenil serial killer que almeja o sucesso com sua banda.
  • O Mistério do Penedo
  • Amigos e algozes são reunidos novamente para um casamento que acontecerá nos penedos. E existe um assassino à bordo. Ou não.
  • Dilastácia
  • Uma garota interiorana sonha em ser agraciada pelo príncipe encantando vindo num burro branco e surpreende-se com a chegada de um fugitivo vindo de São Paulo.


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Licença

Software

Winamp

O “Software da vez” fará menções periodicamente (de vez em quando, ou de vez em nunca) a softwares úteis que talvez você não conheça. (Ou sim) e vamos estrear falando de um player de música que sem dúvida é um dos melhores do gênero, o Winamp Media Player.

Talvez você escute suas músicas no cômodo Windows Media Player 9 ou outro player modesto por desconhecer as funcionalidades e facilidades que nosso software amigo da vez traz em sua bagagem.

Por que eu deveria trocar?

Talvez não devesse, talvez não troque, MAS, se não o fizer, certamente não terá a possibilidade de customizar todo o seu tocador de música inserindo diversos efeitos, visualizações bacanas, associação com os mais diversos dispositivos de músicas, e sem dúvida, não terá acesso a uma biblioteca que organizará de forma excelente as suas músicas, por autor, número de música, dispor as músicas mais tocadas por você, organizar suas playlists e te integrar verdadeiramente ao mundo da música.

Adote já o Winamp, organize agora toda a sua coleção de pagode e sertanejo com esse software amigo.

Eu o uso há mais de cinco anos, o que você está esperando?

Winamp e sua biblioteca

Winamp e sua biblioteca

Conheça o Winamp

Até mais.

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Rpg Maker

Insanilândia

Insanilândia é um jogo de RPG 2D (Construído sob a plataforma Rpg Maker 2003) feito durante o segundo semestre de 2009 precedendo outros títulos desenvolvidos pela antiga comunidade da Casa do Maker Fórum.

Insanilândia conta a história da Liga da Mundiça, um grupo de justiceiros liderados por Etuato, que devem inserir a paz novamente entre os traficantes liderados por Lezato e os milicianos liderados por Batimã Gordo e Róbin Porco.

O cenário do jogo é uma favela no distrito de São Miguel Paulista em São Paulo e Itaquaquecetuba, de onde partem os intrometidos imaginando resolver uma situação em troca de aventura.

Run Time Package (RTP) incluso, ou seja, é só baixar, instalar e jogar, sem nenhum adicional.

Recomendado para maiores de 16 anos. (Por conter partes pequenas que podem ser engolidas)

Download: Insanilândia (24,6 MB – 4Shared)

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Artigo

Todos os contos publicados (Literatura Satírica)

Eduardo Ribeiro, 13 de agosto de 2010

A seguir, todos os contos postados na Casa do Maker, que podem ser acessados clicando no meu superior, “Os contos”.

Os contos são uma forma de literatura satírica postada na Casa do Maker desde os primórdios em mídias anteriores, iniciando com “A Banda Godofredo” em meados de 2007 e perdurando desde então.

Utilize as categorias para melhor localizar cada parte de cada história.

A Banda Godofredo

2007, revisão em 2009

Conta a história de Maica Peta, um delinqüente juvenil que junto com seus amigos só almeja uma coisa: Fazer sucesso com sua banda de rock.

Capítulo 1  – Formando rockstars


Dulcetéia

2009

Narra a história de uma baiana que arrisca sua vida para encontrar seu amor virtual, Eribélton de Perimpimpim.

Parte 1
Parte 2
Parte 3


As primeiras aventuras de Maica Peta

2009-2010

Narra o nascimento da maior peste infantil da face da terra.

Capítulo 1 – Barriga de aluguel
Capítulo 2 – O filho não concebido


O Mistério do Penedo

2009

Narra a história de um grupo de amigos que se encontram num iate muitos anos após a conclusão do ensino médio para o casamento de uma das amigas.

Capítulo 1 – Reencontrando velhos amigos
Capítulo 2 – O convite
Capítulo 3 – Rumando aos penedos


O Perjúrio

2009

Romeu Cupertino, um simples moço no interior de Minas Gerais escreve num diário sobre desventuras assombrosas que viveu sob influência de seu melhor amigo.

Parte I
Parte II


Dilastácia

2009-2010

Conta a história de uma goiana pré-depressiva que almeja casar-se com um príncipe.

Capítulo 1 – União pelo contraste
Capítulo 2 – O problema de Dilastácia
Capítulo 3 – O forasteiro
Capítulo 4 – Conhecendo novos amigos (A confusão no restaurante)
Capítulo 5 – Os motivos de Educabulco
Capítulo 6 – Aventuras nas montanhas
Capítulo 7 – O presente de Firmino


Prisão (de ventre)

2010

Paródia com seriado televisivo “Prison Break”. Narra a história de Báiquel Cófi tentando livrar seu irmão Dingou Béus da cadeia.

Capítulo 1 – A prisão de Dingou Béus
Capítulo 2 – Uns negões te perseguem

Boa leitura.

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Conto

Prisão (de ventre) – Capítulo 2

Eduardo Ribeiro, 5, 13 de agosto de 2010
Numa sexta-feira, 13…

Cheguei a fazer uns quadrinhos do Prisão de ventre, paródia do Prison Break, e posto aqui, a seguir, algumas delas:

Prisão de Ventre

Capítulo 2 – Uns negões te perseguem

Desolado, Báiquel não sabia o que fazer. Desesperar-se não adiantaria. Rumou depressa em direção ao banheiro, só queria chorar, desabafar, mas, desistiu ao olhar pela porta do banheiro uns negões pelados. — Meus Zeus! — Gritou o pobre, espantado. — É verdade o que dizem. — Sussurrou.

Báiquel havia estudado os papéis sujos de fezes que encontrou no lixo da prisão, começou a caminhar pelo pátio e começava a identificar os prisioneiros que havia lido a ficha, a maioria não o poderia ajudar, mas, alguns sem dúvida poderiam ser de grande valia para ajudar a sair daquela situação. Precisava buscar informações a respeito de seu irmão. Não sabia onde o encontrar, ele sentia que estava ali, mas não sabia exatamente onde. A única alternativa era pedir ajuda, se enturmar com algum grupo o mais rápido possível.

— Mas, quem? — Perguntou a si. Os negões não o aceitariam, Báiquel não era tão bronzeadinho, talvez se pegasse um sol, mas, isso demoraria. Báiquel precisava de se identificar com alguém, precisava criar elos, e já sabia como, sabia quem era mais maleável, ou imaginava saber.

Focou num velho senhor, de toca, em meio ao calor insuportável de São Miguel Paulista, na hora do “intervalo criminal”. Existia uma lenda em torno do nome do velho, de que havia roubado um pára-quedas e que sabia saltar com ele, mas, ninguém nunca provou.

— Eu sei quem é você, velho. — Disse, em voz baixa Báiquel, ao sentar-se ao lado do velho em uma pequena arquibancada de madeira.

— Muitos dizem que sabem que sou eu, mas, a verdade é yo no sé quién soy yo.

— Então você é um louco que não se lembra de nada? E aquela história de que enterrou um pára-quedas debaixo de um celeiro, hein?

— Ora, bolas, seu maluco! Por que motivo eu iria enterrar um pára-quedas debaixo de um celeiro?

— Você é louco, não?!

— Bem argumentado, meu rapaz. A verdade é que eu era piloto de kart, mas, parei depois do acidente.

— Você se acidentou?

— Sim, infelizmente, eu perdi um órgão importante numa batida de kart… Foi uma história triste. Eu, no auge de minha vida, resolvi me aparecer para os brotinhos na platéia, e ao vencer uma prova resolvi passear de kart pelas avenidas e fui atropelado por uma Scania azul bem onde não deveria…

— Que trágico.

— É!

Báiquel parecia se enturmar com o velho, o fazia contar suas histórias, o velho só queria contar casos, ter um confidente, e assim foi com Báiquel.

— Sabe de meu irmão? — Perguntou.

— O grandalhão revoltado?

— Sim, sabe onde o colocaram?

— Ele está na solitária!

— Mas, como aconteceu isso?

— O diretor o chamou para conhecer sua história, saber de seu crime, o fez em sua sala e o grandalhão urinou em sua perna.

— Nossa… Isso é de família.

Báiquel abandonou o velho, sem olhar para trás, precisava conhecer os outros prisioneiros. Passou a observar, sentou-se numa nova arquibancada e começou a tirar um prego enferrujado de um dos bancos.

— Ei, garanhãozinho, esse prego não lhe pertence. — Gritou um sujeito com pinta de tarado.

— Hein?

— Isso mesmo, você não está em sua casa, devolve isso agora… A menos que eu e você… — E sussurrou algo em seu ouvido.

— Credo! Seu porco nojento! Nunca serei!

— Então larga esse prego, acabou de arrumar um inimigo, seu merdinha! — Gritou a bicha revoltada.

Báiquel já entendia que precisava ter cuidado, sabia que já tinha um inimigo e não precisava imediatamente se integrar a um grupo que o defendesse.

Encontrou um boliviano, seu nome era Azúcar.

— Ei, maricón! Que pasa?— Gritou o mexicano.

— Então, velho, conhece Dingou Béus?

— Dingou quem? — Indagou o mexicano, agora quase sem sotaque.

— Meu irmão, o grandalhão que trouxeram para cá esses dias.

— Sim, sim, vai passar um bom tempo, ele estragou o terno do diretor. Creo que la urina dele és ácida…

— Se me ajudar a fugir com ele daqui, te tiro também, Azúcar. Opção sua.

— Por que yo aceitaria sua proposta se vou para casa em uma semana?

— Por dinheiro, meu amigo!

— Quanto vai me pagar?

— Eu não vou te pagar nada! Mas, se sair uma semana antes poderá começar a trabalhar e ganhará mais dinheiro do que se sair em uma semana.

— Que argumento estúpido, maricón.

— Tem razão, você não tem motivos para me ajudar…

— Pelo contrário, hermano, não tenho mais família, não tenho mierda nenhuma mais, só posso lhe dizer que quero aproveitar ao máximo minha vida e curtir a adrenalina ao máximo. Se precisava de um parceiro, você acabou de arrumar um.

— Obrigado, vou caçar mais alguns para me ajudar.

— Espera, usted não conhece todo mundo aqui dentro, pode acabar se estrepando se não fizer as coisas direito… Se usted conseguir conquistar a confiança de Alcaçuz, você está feito, consegue a confiança de todos.

— Sei disso, sei o que estou fazendo aqui, e sei algo para poder usar em chantagem com Alcaçuz.

Partiu com seu novo amigo Azúcar para um lugar mais distante do espaço livre que tinham e rumaram para o refeitório onde Báiquel avistou instantaneamente Alcaçuz e mesmo acompanhado de dois grandalhões deu um tapa na mesa mirando os olhos do alvo.

— Quero falar com você.

— E quem você pensa que é, seu monte de merda?! — Gritou um dos guarda-costas do poderoso homem.

— O que você quer, veadinho? — Perguntou Alcaçuz, com uma voz sutil.

— Preciso falar com você, sei de algo que talvez você não goste muito.

— Sabe o que, seu lixo? Especulações sobre ações?

— É sobre uma cueca vermelha com bolinhas azuis…

Imediatamente ordenou que seus guarda-costas se retirassem do local, pediu discrição a Báiquel e rumaram para o canto do refeitório, já vazio.

— Seu merda! Como soube disso?

— Não precisa negar, Alcaçuz, você é um veado, conheci sua história, que quer que aconteça? Que eu conte tudo a todos? Que você é uma bicha enrustida? Que não é homem o suficiente para sair do armário?

— O que quer de mim, seu merda?

— Simples, vou fugir da cadeia com meu irmão, e preciso de um fusca para nos retirar da cadeia.

— Gostei do plano, vou pensar, amanhã esteja na oficina neste mesmo horário.

Encerrou-se a conversa, brevemente, Báiquel rumava para sua cela, onde surpreendentemente Azúcar era seu companheiro de grade.

— Azúcar?

Maricón!

Conversaram um pouco e Báiquel resolveu dormir… Afinal, parte de seu plano de conhecer os detentos estava dando certo, só o repouso lhe faltava.

No próximo capítulo – Chantagem e sangue

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Conto

Prisão (de ventre) – Capítulo 1

Eduardo Ribeiro, 29, 30 de julho de 2010

Uma paródia de “Prison Break”…

O que você faria se a polícia levasse seu irmão enquanto vocês, na paz, tomavam leite ao amanhecer?

Qual seria sua atitude diante de tal ocorrido, você salvaria seu irmão mesmo após ele ter aprontado todas para cima de você e se dado bem com todo mundo a suas custas?

Báiquel Cófi sim.

Prisão de Ventre

Capítulo 1 – A prisão de Dingou Béus

Numa bela manhã de sol, Báiquel Cófi (Bichael Cof) estava curtindo a calmaria em sua casa bebendo leite com seu irmão, quando a polícia arrombou a porta de sua casa, em São Miguel Paulista.

–  Criminoso! Considere-se preso! – Gritou um dos agentes que mais pareciam soldados do Counter Strike.

– Mas, que diabos?! – Gritou Báiquel.

Os agentes deram voz de prisão imediata a seu irmão, Dingou Béus (Jingle Bells) por assassinato.

– Eu não matei ninguém! Você acredita em mim, não é, Báiquel?

– Não sei se posso acreditar… Você aprontou tanto na vida! Sempre roubava lanches dos outros no intervalo… Pulava o muro da escola, comia a merenda fora do horário… Você sempre me provocou quando a “mamãe” saia… Podem levar.

– Não Báiquel, não faça isso, acredita em mim!

Báiquel tinha uma relação de fraternidade e proteção com seu irmão, apesar de mais novo, sempre o tirava de enrascadas, como quando Dingou foi pego roubando manga no vizinho.

Sabia que deveria fazer algo, saiu de casa correndo, comendo um pão com ovo e foi visitar uma amiga tatuadora, em seu cubículo no Itaim Paulista, onde começou a desabafar.

– Não, simplesmente não posso deixar que levem meu irmão, vou tatuar a planta baixa da prisão na minha nádega, assim ninguém vai desconfiar, vou cometer um crime e serei preso na mesma prisão e poderei salvar meu irmão.

– Mas, quando fizerem a revista verão uma tatuagem na sua nádega e você talvez leve fama de gay!

– Não importa, nada mais importa, só quero salvar meu irmão.

– Mas, ele ainda nem foi julgado!

– Mas, eu sei que ele será condenado, ele com certeza vai mandar o juíz tomar… banho e este o condenará, independente das provas.

– Você tem razão, peraí, vou tatuar a planta baixa, isso, assim, fica numa posição confortável.

– Ui!

– Calma, não vai doer muito.

Báiquel deitou em uma espécie de maca, enquanto esperava pela “picada” que desenharia a planta da prisão em sua nádega esquerda.

– Báiquel, onde está a planta da prisão?

– Está ali, na minha bolsa, perto dos mapas… – Respondia, com a cabeça sobre um travesseiro, virada para baixo, como se fosse receber uma massagem.

– Como conseguiu a planta baixa de uma prisão?

– Eu fui pedreiro, ajudei a construir essa prisão, eu não entendo nada de plantas, mas, lá dentro da prisão eu vou encontrar alguém que me ensine assim eu poderei escapar junto com meu irmão pela tubulação de esgoto. Provavelmente terei que recrutar outros prisioneiros, assim sairemos todos e serei perseguido pela polícia por toda a minha vida até ser capturado novamente.

– Nossa, que motivação!

– Bom, vamos começar com isso.

E então começou o processo de tatuagem em sua nádega, enquanto o mesmo mordia a fronha do travesseiro.

Báiquel resolveu que não iria olhar a tatuagem até estar dentro da prisão, colocou sua cueca, ficou devendo a tatuagem e partiu num ônibus lotado de volta à São Miguel. Durante a viagem, começou a imaginar os planos que deveria executar no presídio de seu distrito e resolveu como seria preso.

Chegou em casa e começou a pichar a parede com anotações. Báiquel era lixeiro, então sempre vasculhava o lixo do presídio e junto com o papel higiênico encontrou fichas de presioneiros, um pouco sujas, mas, legíveis. Já sabia como iria para a cadeia. Iria roubar um banco.

Precisava colocar em prática seu plano, e assim o fez, moveu se para a praça, e tirou o mendigo de seu aposento. – Isso é um assalto! Vou levar esse banco! – Gritava Báiquel, desesperado.

– Minha casa! – Gritava o mendigo desesperado.

– Desculpa, irmão, logo tu arruma outra. – Gritou Báiquel enquanto arrancava o banco da praça com uma enxada, um policial viu e gritou fortemente. – Pare aí mesmo.

– Deu certo! – Pensou Báiquel.

–  Pode me algemar, “puliça”.

O policial lhe desceu a surra, e foi embora.

– Seu bicha! – Gritou Báiquel, mas, o policial não ouviu, foi até o carro de polícia enquanto o agente adentrava ao carro e urinou em sua calça.

– Maldito! Considere-se preso!

O policial levou Báiquel para a penitenciária. Precisava aguardar o julgamento, assim sucedeu, em uma cela horrível, permaneceu por alguns dias.

Durante o julgamento, Báiquel não aceitou a pena alternativa e queria de qualquer modo cumprir a pena em regime penitenciário.

– O réu Báiquel Cófi está condenado a 14 dias e meio de prisão em regime semi-aberto por desacato à autoridade, destruição do patrimônio público e por torcer para o São Paulo. (Risos)

– Issa! – Gritou Báiquel.

– Será transferido imediatamente para o cadeião de Itaquá.

– Que? NUNCA! Eu não posso ir para lá! Seu juiz, não! Prefiro ficar aqui em São Miguel.

– E por que não quer ir para lá?

– Eu fui um bom ladrão, não machuquei ninguém… E não posso ficar longe de Rúdolfi.

– E quem é esse?

– Meu cão.

– O que você tem a me oferecer para que lhe faça o favor de não enviá-lo para Itaquá…

– Coleção de figurinhas…

– Não me agrada.

– Eu tenho um carro, um Opala.

– Negócio fechado, será transferido para o presídio de segurança mínima… Eu disse segurança? Quis dizer… Será enviado para o presídio de São Miguel Paulista, como deseja.

– Obrigadão, seu juiz, eu te amo.

– Ah, essa banalização do amor

Báiquel já seguia sua transferência para a prisão. Algumas horas se passaram e ele já se encontrava dentro do pútrido presídio. Conhecido sua cela, foi fazer o que já devia ter feito há muito tempo, conferir a planta em sua nádega, e teve uma surpresa muito grande.

– O que é isso? A vagabunda tatuou o mapa do Brasil na minha bunda?

No próximo capítulo – Uns negões te perseguem

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