Eduardo Ribeiro, Itaquaquecetuba, SP, 9 de junho de 2009
Esse artigo foi escrito com base nas recentes brigas de Helivelton e Renato, mas, não refletem necessariamente em totalidade os comportamentos e personalidade de ambos. Apenas 78%. Serviram apenas como inspiração. “Qualquer semelhança não é mera coincidência.“
É natural do ser humano prezar e dar grande valor à interações, conhecer pessoas, lidar com pessoas, trocar informações, rir, mas, sempre na “roda” tem um idiota, acaba assim por ser chato e impor a sua chatice a todo custo sendo restrito e parcial.
O chato é assim por querer ser o diferente, o do contra, até quando o cara que geralmente não participa está ativo, ele faz questão de fazer o oposto.
Imagem interna e externa
Todos nós temos uma imagem interna e externa, podemos definir interna como nossas preferências restritas, por exemplo, alguém pode adorar música celta, e ser o único na “roda” a ter essa preferência, ora é uma preferência interna e restrita, pois ele não compartilha, mas, obviamente na roda todos tem algo em comum, o que seria o tema da imagem externa, o que se expõe de cada um, o assunto em pauta poderia ser futebol, algo que um número elevado de pessoas apreciam.
Você é o centro apenas do SEU círculo social, e utiliza uma faceta para cada círculo de amizade distinto que mantém.
Restritivo
Quando você é restritivo não permite que a outra pessoa, o receptor, compartilhe informação contigo, o maior exemplo disso são as Testemunhas de Jeová, quando eles batem na sua porta e você atende, apenas eles falam, você não tem o espaço para interagir e trocar informações, apenas ouve, e isso é desgastante e chato… Mais chato que jogar “batata quente” sozinho… “A salvação está na terra, a salvação está na terra…”
Como o chato age
Digamos que você resolveu conversar com seus amigos num mensageiro instantâneo (Como o MSN Messenger), aquela conversa habitual, futebol, mulheres, cerveja, pinga, vodka, mulheres, atentados terroristas, carros, blogs, mulheres, heavy metal, computadores, política, mulheres… Até então, é um assunto praticamente exclusivo para homens, o que é óbvio, agora imagina que você avise aos seus amigos que colocará na conversa uma amiga sua, ora, imediatamente o teor da conversa deve mudar, mesmo que mantendo o foco anterior do tópico, a forma de abordagem deve ser mais sutil, em respeito à garota, porém, sempre tem um amigo seu que começará a falar palavrões, começará insistentemente a falar de um assunto restrito, este sem dúvida é um NERD TRÁGICO, o sujeito que não evolui, e que não sabe a hora de expor um conteúdo. Ou não sabe a hora de calar a boca.
“Você” é único e exclusivamente centro de seu “universo” contextual, não se deve invadir o espaço das pessoas, porque o mundo não gira em torno de alguém, as pessoas só agem em função de outras se aquela exerce uma função especial, e mesmo assim, que, mantém alguém no cume é a base, quem mantém um político através de sua imagem externa é o povo, sem este, o político não é nada, assim como os “astros” de televisão, quem os mantém, quem mantém sua popularidade são os fãs.
Os fanáticos por heavy metal são nerds trágicos, que nunca evoluem ou se desenvolvem e pensam que o mundo gira em torno da guitarra ou de tocadores da mesma, costumam cultuar qualquer um que toque mais rápido que ele em BPM.
Se você gosta muito de algum gênero musical: samba, jazz, blues, symphonic black metal, música erudita, ou qualquer outro gênero não tente impor a seus amigos que não detém este mesmo prazer, é comum a muitos “headbangers” (como seu auto-entitulam muitos nerds trágicos desta vertente musical) querer impor e falar exclusivamente disso em qualquer ambiente de interação interpessoal, o que torna a conversa desgastante e ridícula em certo ponto, o chato passa a ser idiota, se tem alguém sensato na conversa com certeza se retira, o mesmo vale para nerds trágicos que cultuam amores pelo UNIX, BSD, Linux, C/C++, e querer demonstrar a qualquer custo que entende algo de programação, que conhece sistemas distintos, a questão é que ninguém quer saber isso, e o sujeito acaba fazendo papel de bobo por tentar “se amostrar“, como provavelmente dizia sua mãe quando você era pequeno.
Fanáticos por qualquer vertente da informática costumam cultuar sistemas operacionais ou desenvolvedores do mesmo, “respiram” determinado assunto como “sistemas baseados em UNIX”.
O motivo é aparecer
A questão é sempre essa, querer aparecer, querer ser o “espertão” do pedaço, se distinguir dos demais, se ele vê no grupo um que toca algum instrumento, como a guitarra, o mais comum, e vive falando em termos técnicos do meio como “hammer on“, “pull off” (os mais falados, por serem em inglês), dedilhado, palhetada, bicorde, ponte, modos gregos, entre centenas de outros, ele vai querer se distinguir em algo também, para confrontar o guitarrista e ser o bonzão do pedaço, então por ser fã de programação de computadores começará exaustivamente a falar sobre a história do UNIX, começará a citar nomes de pessoas do meio que são incomum para pessoas leigas como Ken Thompson, Dennis Ritchie, Brian Kernighan, Richard Stallman e começará a citar temas e principalmente acrônimos desconhecidos para as pessoas do meio que interage com ele, como GNU, MIT, MITS, AT&T, Bell Labs, a forma de abordagem deste sujeitos são na base do “você sabia?“: “Você sabia que o Altair 8800 foi projetado em 1975 e que a primeira linguagem feita para ele impulsionou o desenvolvimento de Bill Gates, resultando na criação da Microsoft?” ou “Cara, Malmsteen é um deus da guitarra, aquele solo que ele fez na velocidade da luz foi animal, cara, ele é tudo, cara, queria ser como ele…”, em muitos casos sujeitos assim envergonham a vertente que admiram, fazendo os receptores odiarem temas como programação e heavy metal, pois os nerds trágicos chateiam com estes assuntos e se restringem a falar apenas disso… O mesmo vale para centenas de outros temas, se for exposto de forma insistente e constante.
Consentimento e convivência pacífica
Todos devem apenas respeitar o espaço do próximo, num diálogo, se quiser apresentar um tema, faça, se a pessoa mostrar interesse, continue, troque informações, seja solicitado para tal, no mais, participe da conversa, contribua com o tema em questão e não seja brusco a mudar de assunto e estragar o contexto do diálogo:
“Amor, eu acho que gosto de você…”
“Eu também acho que gosto de você…”
“Mentira, KKKK, eu te amo…”
“Ah, també… CARAY, PÔ, GOL DO CORINTHIANS, CARAY, PÔ, GOOOOOOOOOOOOOOOLLL… Ronaldo…”
“?”
Esse cara não é chato na internet.
Imagem externa na prática
Imagem externa é a sua faceta que expõe o conteúdo filtrado por você que será exposto. Numa conversa virtual, você pode ter acabado de vir do banheiro, mas, não irá contar isso, pois é irrelevante, pode estar fedendo a porco por ter acabado de acordar, mas, ninguém precisa saber se estiver fora do contexto, ou se tiver uma garota na conversa, para cada tipo de amigo, você usa uma faceta, que representará a sua imagem externa.
Mas, nem tudo é a boa imagem, ou ser legal, essa é uma das peculiaridades da internet, o sujeito é bom com a “imagem externa”, só diz coisas interessantes, filtra muito, tem boa lábia, mas, quando você o conhece pessoalmente ele pode ser manco, cego, não ter um braço e pode falar babando como um cachorro louco…
A lábia e o bem estar no desenvolvimento amistoso não vale apenas para os mais feios que tem que “dar duro” pra conquistar as pessoas, vale para todos, é um caminho importante para compartilhar, para o bem estar e quem sabe até para um desenvolvimento profissional e afetivo.
Mais uma de Eduardo Ribeiro,
um cara “legal” da internet. Ou não
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