Casa do Maker

A Casa do Maker é um blog composto por artigos, crônicas e literatura cômica. "Aqui tudo é muito divertido." Ou não.

Autor

Eduardo Ribeiro posta de Itaquaquecetuba - SP em meio aos devaneios do ócio ao som de músicas folclóricas e muito café com leite.
Canhoto, agnóstico, ovolactovegetariano e espectador do desfrute alheio e do caos mundano. (Amém)
Perfil no: Twitter, no Facebook, no Formspring e no Orkut.

Escreveu os contos:
  • Dulcetéia
  • Uma baiana foge de sua terra natal para encontrar seu amante virtual em São Paulo.
  • A Banda Godofredo
  • Maica Peta é um delinqüente juvenil serial killer que almeja o sucesso com sua banda.
  • O Mistério do Penedo
  • Amigos e algozes são reunidos novamente para um casamento que acontecerá nos penedos. E existe um assassino à bordo. Ou não.
  • Dilastácia
  • Uma garota interiorana sonha em ser agraciada pelo príncipe encantando vindo num burro branco e surpreende-se com a chegada de um fugitivo vindo de São Paulo.


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Licença

Atualidade

Enquanto isso em São Paulo…

A coisa anda (bem) feia por aqui…

Chuvas em São Paulo

O jeito é passar verniz nos móveis e comprar eletrodomésticos à prova d’água…

Atualidade

Meu aniversário! Parabéns pra mim!

Eduardo Ribeiro, São Paulo-SP, 2 de fevereiro de 2010

Há exatamente um ano, fiz uma postagem (no antigo blog que mantinha, o “Diário de um Pensante“) sobre o aniversário, sobre reatar amizades simplesmente pelo “feliz aniversário” lembrado pelo glorioso orkut, e estou eu cá, novamente, para tratar de um assunto referente ao meu aniversário, hoje.

Aniversário é um dia para curtir, que nos lembra a infância, as bexigas, o refrigerante, o chapéuzinho, as brincadeiras, e em nossa condição atual, de “adulto”, nos dá um breve momento de nostalgia em meio há falta de “magia” e querer comemorar, me entregando culturalmente a isso em meio a esses prédios residenciais que tapam as belezas naturais ao som de carros e buzinas aqui do meu trabalho, em Vila Mariana. (Tirei um tempinho pra fazer esse post.)

Ontem, de brincadeira, fiz um “convite” para chamar a todos para a festinha fictícia que eu pretendia dar.

Convite

Convite

Mas, seria meio difícil dar essa festinha pois quando você tem que acordar às 7:00h, sair de casa às 8:00h andar até a estação (ou pegar uma caroninha com o paizão),  pegar três trens durante duas horas, trabalhar por sete horas, voltar pra casa nas mesmas duras horas viagem (mais meia hora, de pé até a estação), e quando chegar em casa se preparar correndo para ir ao curso de três horas e meia de duração… e chegar em casa às 23:00h… Não terei tempo para festas… É a “ralação” típica. Isso acaba com o aniversário de qualquer um, mas, espero que nos próximos anos eu esteja tranqüilinho tomando suco de maracujá, ouvindo o “cantar” dos grilos enquanto curto a serenidade do interior, comemorando o aniversário com bolo de capim tendo amigos humanos e porquinhos cantando parabéns pra mim. (Ou  não)

Feliz aniversário pra mim, e que esses 21 anos marque o começo desta década, pois eu só tenho mais 9 anos e 11 meses de vida. (Segundo a profecía da “Mãe de Nada” vou partir desta pro pós-consciência num acidente de carro na chuva em direção ao interior.)

Abraço a todos e obrigado pelos parabéns no orkut, e em todos os outros meios de comunicação. Até mais.

Geral

Satanás, o papagaio da Dizão

De Itaquaquecetuba, em 28 de janeiro de 2010

A Casa do Maker parabeniza Satanás, o mais novo leitor-mascote assíduo do blog, o papagaio da Dizão.

Depois do acidente fatal com “João, o frango poeta” que abalou terrivelmente a todos que acompanhavam o blog, a Casa do Maker tem motivos de sobra para comemorar, Satanás está entre nós, o grande papagaio, verdinho como só ele é, cheio de penas e boa vontade para alegrar a todos com suas “satanices” nos aposentos alheios em Anápolis-GO.

Dilayla, vulgo “Dizão”, amiga do “tio” aqui é a tutora do grande amigo, que alegra a todos apenas com a notícia de que está bem e comendo muita ração, fazendo sujeiras para Dizão limpar.

Satanás, já é mais do que um papagaio, mais do que um homem, é o símbolo da boa vontade, do livre arbítrio e da sensatez que tanto falta aos humanos, viva agora, o mais novo admirado da Casa, Satanás.

Satanás, o da direita

Satanás, o da direita

Entrevista (no formspring) com Dilayla, a tutora do mascote

Confira no formspring

Satanás, você já mora em nossos corações, continue fazendo sujeira e gritando de madrugada, estamos torcendo por você. Viva o verdinho capetinha!

Nota

Contato

O formulário de contato do blog que estava quebrado, e eu só fui perceber agora há pouco já foi consertado e está em pleno funcionamento.

Se quiser entrar em contato para sugerir temas para artigos, temas para literatura satírica (contos cômicos) ou parceria com o seu blog, ou apenas entrar em contato comigo, utilize o formulário de contato.

Estou escrevendo a terceira parte de Dilastácia, em breve terminado.

Abraços, em breve novas postagens.

Atualidade

A “boiada”nos trens (Humanos e “animais”)

Eduardo Ribeiro, 20 de janeiro de 2010

O que separa o humano dos “animais“? O polegar? A consciência mais desenvolvida?

Humano é apenas uma espécie de animal, não faz sentido tentar separá-lo disso, apenas distingui-lo quanto a outras espécie. Se quer uma prova esteja às 17:30h na estação da Sé e tente embarcar rumo a estação Corinthians-Itaquera… Melhor, esteja no Brás às 18:00h e embarque na plataforma 6 ou 7 em direção a Calmon Viana, aí sim você duvidará se existe alguma diferença entre os “humanos” e um bode em fúria lutando para sobreviver ou para proteger o alimento.

O “instinto selvagem” está presente nos malucos que embarcam nos trens da CPTM, também nos famintos do Haiti e nos bodinhos em fúria…

Isso no vídeo não é nada, é comum vermos brigas feias por lugar dentro dos trens, pessoas se esmurrando, dando pontapés na cabeça dos outros, ombradas no olho, chute no peito, só pra poder sentar, parecem cães sarnentos famintos por um pedaço de carne…

O transporte metropolitano em São Paulo é bom, mas, poderia ser muito melhor se as obras valessem mais para a integração de toda a região metropolitana e não só com relação ao centro, os trens da CPTM são muito lentos e o intervalo entre eles poderia ser bem menor.

Regras para embarcar na CPTM (Brás – Calmon Viana) no horário de pico

1. Não é tão ruim viajar em pé. Não fique triste se não sentar, se acostume.

2. Se quiser pegar um lugar sentado, você tem 40% de chances de sentar se tiver um físico razoável e não tiver nenhum pacote ou mochila nas mãos. Fique a mais ou menos dois metros depois da pilastra em frente a escada, uma boa idéia é observar quando for viajar e calcular exatamente onde as portas vão estar quando o trem parar completamente, fique exatamente neste lugar, entre na briga, pois quando a velocidade for reduzindo, a boiada inteira vai se juntar e lutar ferozmente como bodes em fúria, aí não dá mais para voltar atrás, esteja um passo atrás dos primeiros loucos e marque com os olhos o lugar através das janelas, quando a porta abrir espere os maníacos terminarem de abri-la com as mãos e se jogue no ferro que liga o teto ao chão do vagão, e num movimento súbito gire 360º e caia sentado exatamente no banco ao lado da porta, pois a boiada vai direto para os bancos em frente à porta do vagão. Só não sente nos bancos de acento preferencial, se sentar num deles algum velho rude vai te tirar, e você terá que sair, pois é lei.

3. Se estiver com mochila ou sem vontade de enfrentar a boiada: Fique exatamente no meio do aglomerado, o povo vai se matar na frente quando o trem parar, apenas se mova em direção a porta, você receberá vários golpes nas costelas, não desista, continue firme, se mova para a frente, se apoie no vão da porta e empurre também com força para ganhar espaço, caso contrário você será jogado para fora do trem ou baterá a cabeça no ferro. Siga em frente e adentre ao corredor, se estiver de mochila coloque-a no chão entre as pernas depois que a manada cessar.

4. Caso o trem já esteja lotado e você chegou após ao combate: Você só poderá entrar se vir uma pequena brecha entre os grandalhões, coloque a mochila em frente à barriga, entre no trem e empurre, ninguém vai achar mal se não exagerar, todos estão acostumados aos golpes para alocar o povo, tente migrar lentamente para o interior do corredor, pois quando o trem passar pelo Tatuapé mais manada entrará e você sofrerá as conseqüências.

(Só pra constar, isso lhe torna um maníaco também, afinal, se está na chuva é para se molhar, como dizem os anciães. Aceite sua condição de animal e lute pela sobrevivência nos trens.)

Como embarcar no Metrô (Sé com destino a Corinthians-Itaquera) no horário de pico

1. Jamais tente adentrar o trem na plataforma de frente para a escada, pois a boiada inteira vai pra lá imediatamente ao descer. Escolha as plataformas mais extremas, as duas últimas ou as duas primeiras.

2. Sempre fique junto ao corrimão, se ficar exatamente no meio você pode inclusive perder sua vida (é sério), pois se algum maluco no final da boiada empurrar você cai exatamente na frente do trem que vem em alta velocidade, o trem do metrô é muito mais rápido do que os da CPTM, então fique sempre alerta, agarre-se ao corrimão, ou seus ossos e o resto de sua carne sujará a dianteira do trem.

3. Quando a fila começar a andar, respeite o andamento da mesma, se quiser chegar mais cedo, saia de casa mais cedo, ninguém tem culpa da sua pressa, então respeite os demais usuários, (apesar de muitos não respeitarem) olhe para o chão quando for adentrar, “cuidado com o vão entre o trem e a plataforma”, (como dizem os fanhos locutores do metrô) se for descer no Brás, vá direto para a porta à frente, é importante saber o lado que vai desembarcar, para não ter que ficar esmurrando ninguém para achar espaço.

O povo só sabe reclamar, mas, povo não-civilizado é realmente assim, pois a parte de cada um não é posta em prática dentro do conceito de civilidade, pelo menos na CPTM é reservado o último vagão para senhoras, gestantes e outros que não podem adentrar a essa verdadeira batalha para pelo menos entrar no trem e ficam chocados ao assistir cenas lastimáveis da “boiada” se matando para sentar ou para arrumar um lugar dentro do trem, impossível não sair com a canela roxa ou cabeçadas e cotoveladas no olho, se bobear você chega em casa com hemorragia interna de tanto golpe que leva. Porém, o transporte é público, onde é pago tributos ao estado então é necessário aumentar o número de trens em todas os linhas da CPTM, e modernizar as máquinas.

E eu enfrento essa “boiada” de loucos todos os dias…